Aconteceu no Museu
13-07-2010 14:08
Pedro Almeida Vieira, escritor, levou os participantes numa tertúlia “familiar” pelos seus modos de escrita e percursos de criação. Foi durante a apresentação do seu mais recente livro, “Corja maldita”, que os presentes puderam apreciar a acutilância de um escritor suis generis que decidiu “enveredar pelo romance histórico na expectativa de encontrar um mundo melhor nos séculos passados”. Acontece no museu… é o nome da nova iniciativa da divisão de acção cultural da autarquia oureense, que visa dinamizar o Museu Municipal – Casa do Administrador, ao mesmo tempo que pretende implementar e criar raízes de cultura urbana, aproximando vivências e realidades distantes. Pedro Almeida Vieira, escritor e jornalista português, nasceu em Coimbra, em 1969. Licenciou-se em Engenharia Biofísica na Universidade de Évora em 1993 e em 1995 tornou-se jornalista “free-lancer”, com colaborações nos jornais Expresso e Diário de Notícias, bem como nas revistas Fórum Ambiente e Grande Reportagem. Com várias publicações didácticas na área do ambiente, a sua estreia literária surgiu com o romance “Nove Mil Passos” (2004), sobre a construção do Aqueduto das Águas Livres. Seguiu-se “O Profeta do Castigo Divino” (2005) - que aborda a vida do jesuíta Gabriel Malagrida e a ascensão política do Marquês de Pombal, com enfoque no período anterior ao terramoto de Lisboa de 1755 - e “A Mão Esquerda de Deus” (2009) - obra finalista do Prémio Literário Casino da Póvoa, que constitui uma reconstrução da heterodoxa vida de Alonso Perez de Saavedra, o suposto falso núncio que criou a Inquisição lusitana, durante o reinado de D. João III de Portugal. O seu último romance, “Corja Maldita” (2010), incide a narrativa sobre o processo de extinção da Companhia de Jesus na segunda metade do século XVIII.
José Manuel Alho, Vereador com o pelouro da cultura, afirmou ser vontade do actual executivo manter esta aposta, numa cultura diferenciada e agradeceu à equipa que tem coordenado as diversas iniciativas (contributos, ciclos de cinema e, agora, acontece no museu…) pelo seu empenho, trabalho e dedicação.

Fonte: CM de Ourém
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